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Ambiental Cultural

Técnica indígena para uso de água ajuda a enfrentar seca no Peru

Técnica indígena para uso de água ajuda a enfrentar seca no Peru
Técnica de 1,4 mil anos ajuda a ampliar a disponibilidade de água durante estação de seca

A Cordilheira dos Andes é um dos seis lugares do mundo em que surgiram civilizações complexas, motivadas pela precipitação sazonal, que provou ser um catalisador para inovações hídricas repetidas vezes.

 

As pessoas nutriam conhecimentos profundos sobre a água e o subsolo, implementando estratégias que ainda surpreendem — e alguns ainda usam.

 

Hoje, os peruanos modernos estão implantando novamente esse conhecimento antigo e protegendo ecossistemas naturais, como áreas úmidas em alta altitude, para ajudar o país a se adaptar às mudanças climáticas.

 

Camponeses, membros de um coletivo agrícola, usam canais de água chamados amunas — palavra em quechua que significa "reter" — para desviar o fluxo dos córregos das montanhas na estação chuvosa e direcioná-lo para bacias de infiltração naturais.

 

A estratégia, inventada por um antigo povo chamado Huari, ainda é praticada em alguns outros vilarejos andinos.

 

COMO FUNCIONA? 

 

Como a água se move mais lentamente no subsolo à medida que atravessa o cascalho e o solo, ela emerge encosta abaixo dos mananciais meses depois, quando os camponeses a coletam para regar suas plantações.

 

Como grande parte da irrigação penetra no solo e acaba voltando aos rios que abastecem Lima, revitalizar as amunas abandonadas espalhadas pelas montanhas poderia prolongar a água na estação de seca para os moradores das cidades também.

 

A camponesa Lucila Castillo Flores compara o que acontece nas amunas com "semear" água. "Se semearmos a água, podemos colher a água", diz Flores.

 

Os urbanistas tendem a não levar em consideração o conhecimento dos povos rurais e indígenas, diz Ochoa-Tocachi, consultor da ONG Forest Trends, mas os pesquisadores foram capazes de confirmar as informações deles, classificadas como "muito precisas", ao adicionar rastreadores aos fluxos das amunas e, na sequência, usar detectores sensíveis para monitorar o surgimento dessas moléculas nos mananciais.

 

"Isso mostra que podemos usar o conhecimento nativo para complementar a ciência moderna e fornecer soluções para os problemas atuais”, afirma Ochoa.

 

Para saber mais, acesse BBC Brasil 

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